Blog MartinLab

Bem vindo ao blog do MartinLab! Aqui você pode encontrar comentários sobre artigos científicos discutidos em nossos seminários semanais, notícias comentadas e textos educativos. Nossas principais áreas de interesse são imunologia de tumores, imunoterapia do câncer e aplicações biotecnológicas em saúde.

O que é essencial a alguns receptores inibitórios para que inibam a atividade das células T?

- Por Priscila Rafaela Ribeiro - Para que as células T do sistema imune sejam ativadas, alguns sinais são necessários, como o reconhecimento do antígeno apresentado pelos complexos MHC I ou II, presentes tanto nas células apresentadoras de antígenos (APCs) quanto pela células tumorais. Além deste sinal, a expressão de moléculas co- estimulatórias, como CD4 ou CD8 pelos linfócitos T, e a ligação destas com seus respectivos ligantes presentes nas células alvo, constituem o segundo sinal em prol da ativação destas células. Por fim, a produção das chamadas citocinas pró- inflamatórias contribuem para que o sistema esteja apto à ativação das células T e estas exerçam sua função efetora. Contudo,

Plasticidade fenotípica de células tumorais na tolerância a quimioterápicos

Alterações no genoma como deleções, inserções, translocações ou inversões de nucleotídeos ou sequências de nucleotídeos podem levar ao surgimento de células mutadas, as quais normalmente terão fenótipos anormais, podendo comportar-se de forma maligna. Essas células podem apresentar um crescimento desordenado, levando ao surgimento de grandes populações de células derivadas destas células fundadoras geneticamente disfuncionais. Além disso, essas células podem apresentar plasticidade fenotípica e remodelamento metabólico, encontrando uma maneira de sobreviver a ambientes adversos, ou seja, um ambiente sobre uma pressão seletiva. (Weinberg, 2013; Goldman et al. 2015). A plasticidade fenotípica

É possível criar uma vacina universal contra o câncer?

- Por Luiza Abdo - Nos últimos anos, diversas imunoterapias têm tomado espaço no tratamento contra o câncer. Os tumores, auxiliados pelos seus microambientes, possuem a capacidade de se tornarem pouco visíveis para as células de defesa ou até mesmo de recrutarem subtipos celulares capazes de “proteger” o tumor do ataque do sistema imune. Há diferentes ramos dentro da imunoterapia para tumores, dentre os quais podemos citar: a transferências adotivas de células, o bloqueio de checkpoints imunológicos, os vírus oncolíticos, a vacinação com antígenos tumorais, além de outras estratégias menos maduras em termos de desenvolvimento. Contudo, todas as terapias apontam para mesma direção: induzir o

Engenharia genética sem transfecção?

- Por Emmanuel Arthur Albuquerque - O sistema de transposição Sleeping Beauty é amplamente aplicado como uma ferramenta para terapia gênica. Inspirado em membros do sistema de transposon da superfamília Tc1/mariner, o gene de interesse é flanqueado por sequências chamadas de inverted terminal repeats (ITR) e transfectado na célula alvo juntamente com uma enzima transposase. A transposase é capaz de se ligar às regiões ITRs do gene de interesse e catalisar a sua integração no genoma da célula (Figura 1). Figura 1: Zheng, J., Cao, J. and Yuan, Q. (2018). Sleeping Beauty Transposon-based System for Rapid Generation of HBV-replicating Stable Cell Lines. Bio-protocol 8(13): e2908. Desde a primeir

Um vírus aliado que ensina linfócitos T a eliminar leucemias

- Por Leonardo Ribeiro - Vetores lentivirais (versões não virulentas derivadas de um tipo de retrovírus) são ferramentas amplamente utilizadas na entrega de transgenes de interesse para diferentes tipos celulares, possibilitando uma alta eficiência de integração do inserto no genoma. Nesse sentido, a utilização de um vetor lentiviral que possua tropismo para um determinado tipo celular tem o potencial de diminuir os efeitos colaterais que poderiam ocorrer caso o vetor infectasse células diferentes daquelas alvejadas pela terapia. Nos últimos anos, a equipe do Dr. Christian J. Bushholz do instituto Paul Ehrlich, na Alemanha, tem desenvolvido tais vetores, que são capazes de reconhecer recepto

Como a terapia com células CAR-T foi desenvolvida?

- Por Luiza Abdo - Atualmente a imunoterapia com células T com Receptores Quiméricos de Antígeno (CAR, Chimeric Antigen Receptors) têm se destacado no tratamento de tumores de células B. Essa terapia consiste basicamente em modificar geneticamente as células T do paciente para expressar um receptor (CAR) capaz de reconhecer uma proteína na superfície da célula alvo e eliminá-la de forma específica. Há quem classifique como “revolução do tratamento de câncer” a primeira droga viva modificada geneticamente aprovada pelos órgãos reguladores. Mas, como toda ‘revolução” não acontece da noite para o dia, como foram desenvolvidas as células CAR-T? No final dos anos 80, o grupo do Steven Rosenberg f

Design do STOP-CAR-T-cell para limitar efeitos colaterais

- Por Agathe Ok - A compreensão dos mecanismos das respostas imunológicas nos últimos anos levou ao desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas contra o câncer. A terapia com células "CAR-T ", baseada no uso de linfócitos T geneticamente modificados para expressar um receptor quimérico de antígeno (CAR), permite o reconhecimento de células cancerígenas e o desencadeamento de uma resposta imunológica citotóxica que leva à eliminação do tumor. Vários ensaios clínicos que utilizam esta terapia estão em andamento com resultados promissores. [1] No entanto, às vezes são observados efeitos coletarias graves, como a síndrome de liberação de citocinas. De fato, a proliferação de células CAR-T

Apoio Financeiro:

Instituto Nacional do Câncer (INCA)

Rio de Janeiro - RJ

Brasil

2020