Blog MartinLab

Bem vindo ao blog do MartinLab! Aqui você pode encontrar comentários sobre artigos científicos discutidos em nossos seminários semanais, notícias comentadas e textos educativos. Nossas principais áreas de interesse são imunologia de tumores, imunoterapia do câncer e aplicações biotecnológicas em saúde.

Atividade dos vírus oncolíticos pode ser afetada por processos inflamatórios

- Por Agathe Ok - Durante mais de um século, infecções virais que levaram a uma regressão tumoral foram observadas e estudadas em pacientes com câncer. De fato, certos vírus chamados vírus oncolíticos têm a capacidade de infectar preferencialmente as células tumorais enquanto poupam as células saudáveis. Os vírus oncolíticos podem infectar e se replicar nas células tumorais, causar sua lise e levar à liberação de antígenos tumorais que podem ser detectados pelas células do sistema imunológico, o que, por sua vez, desencadeia uma resposta antitumoral. Desta forma, mesmo as células tumorais vizinhas que não estão infectadas com o vírus podem ser detectadas e eliminadas pelos linfócitos T citot

Poderia a vacina contra a gripe nos ajudar a combater tumores?

- Por Martín Bonamino - Nos anos recentes muito se estudou sobre os aspectos imunológicos dos tumores. O consenso hoje em dia é que há tumores que possuem grande presença de componentes imunológicos nos seus microambientes (os chamados tumores imunologicamente “quentes”) e tumores que apresentam pouca presença de células imunológicas (os tumores “frios”). Outra grande descoberta das últimas décadas consistiu no desenvolvimento dos chamados bloqueadores de checkpoint imunológico, dentre os quais moléculas que bloqueiam a interação de CTLA-4, PD-1 ou PD-L1 com seus ligantes. Estas descobertas resultaram na outorga do prêmio Nobel de medicina de 2018 a dois pesquisadores (Allison e Honjo) que

Trogocitose como mecanismo de escape na terapia CAR-T

- Por Mariana Viegas - Há várias estratégias que são utilizadas para aumentar a imunidade contra as células tumorais e representam uma mudança no paradigma do tratamento do câncer. Uma abordagem que vem crescendo atualmente é a utilização de linfócitos T modificados para expressar Receptores Quiméricos de Antígeno (CARs). As células modificadas para expressar o CAR podem reconhecer diretamente o antígeno e, em seguida, desencadeiam a ativação da célula efetora, proliferação, secreção de citocinas e citotoxicidade contra células tumorais-alvo que expressam o antígeno específico do CAR [1]. Mesmo nas terapias baseadas em CAR apresentando bons resultados e taxas de resposta completas, as recidi

Linfócitos T também podem liberar redes extracelulares

- Por Martín Bonamino - Há cerca de 15 anos foi descrito o fenômeno de liberação de material genético misturado com histonas, elastase e outras proteínas por parte de neutrófilos ativados, as chamadas NETs (Neutrophil extracellular traps). Este fenômeno foi associado à ativação destas células e sua decorrente morte por NETose, uma nova forma de morte celular programada que resulta na liberação de material genético na forma de NETs. As NETs estão associadas ao processo de resposta a microorganismos, consistindo em um mecanismo de imobilização e toxicidade dirigida aos patógenos, que ficam retidos nas fibras de DNA e sofrem toxicidade por parte de proteínas tóxicas liberadas em conjunto com o

Como a epigenética influencia o fenótipo de células T

- Por Karina Hajdu - No curso da resposta imune, linfócitos T naive irão se diferenciar em células efetoras de vida curta e em células de memória de vida longa, e a formação de ambas as populações é essencial para uma resposta eficaz. Com o sucesso recente de imunoterapias baseadas na transferência celular adotiva de linfócitos, tornou-se ainda mais importante encontrar formas de garantir sua persistência a longo-prazo in vivo. Atualmente, há um crescente interesse em manipular o fenótipo destas células com o objetivo de obter maior porcentagem de células de memória e evitar a diferenciação terminal de células efetoras. Em um de nossos seminários recentes, discutimos dois artigos sobre o pap

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2020